Um caso de cárcere privado que durou cerca de duas horas e acabou em morte abalou os moradores do Parque Dois Irmãos, ontem (26) à tarde. Um garçom, dependente químico, que não aceitava o fim do casamento, invadiu a casa onde a ex-companheira morava e a fez de refém. Ele aprisionou também o filho do casal, de 1 ano e 9 meses; um enteado de 6 anos, além da ex-sogra.
A Polícia Militar foi acionada e iniciou a negociação. O supervisor do Comando do Policiamento da Capital (CPC), major PM Ricardo Moura, passou a dialogar com o sequestrador e acionou o Grupo de Ações Táticas Especiais (Gate), do Batalhão de Polícia de Choque (BPChoque).
O imóvel foi totalmente revirado pelo homem enfurecido. O Corpo de Bombeiros foi acionado para controlar um princípio de incêndio que teria sido causado por um vazamento de gás provocado pelo garçom. Ele tentou asfixiar os quatro reféns
Segundo a mãe do menino, em dado momento Joelson apertou a faca contra o pescoço do garoto e disse que iria matá-lo. Ela contou que partiu para luta corporal, conseguiu tomar a arma e o esfaqueou. "Eu dei uma facada nele e depois não sei o que aconteceu. Gritei e disse que a Polícia invadisse a casa" disse a mulher transtornada com a violência do ex-companheiro.
Ainda com a roupa de sangue e a mão esfaqueada, confessou que deu uma facada em Joelson e começou a gritar pedindo socorro à Polícia, que invadiu a casa
O sequestrador foi levado pelos policiais do Ronda do Quarteirão para o ´Frotinha´ da Parangaba, mas não resistiu a gravidade dos ferimentos e acabou morto. As crianças e a ex-sogra dele não ficaram feridas.
O major PM Ricardo Moura, do CPC, conduziu a negociação e evitou que o homem drogado matasse as crianças
O major Ricardo Moura disse ainda, que durante o sequestro Joelson Evangelista afirmava que estaria com bananas de dinamite e um revólver. " Mas nada disso foi encontrado com ele. Achamos apenas algumas facas", afirmou o oficial.
Sofrida
Suelen disse que os três anos que passou casada com Joelson foi de "uma vida sofrida". Ele já respondia a um artigo da Lei Maria da Penha, por tê-la ameaçado com uma faca, porque queria dinheiro para comprar drogas. Suelen e a mãe, que estava dentro da casa, foram encaminhadas ao 30ºDP (São Cristóvão), onde foram ouvidas e liberadas.
MÁRCIA FEITOSA
REPÓRTER do Diário do Nordeste

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